terça-feira, 1 de outubro de 2024

Ideias para montar seu próprio negócio - histórias de sucesso

O começo de mais um começo

Era uma vez… uma terça-feira, 16 de janeiro, lá em 2001, que mudaria tudo! Eu tinha acabado de sair de um emprego em uma farmácia de BH e, num domingo qualquer, meu pai, como quem não quer nada, deixou cair sobre a mesa uma página de jornal impresso (sim, isso ainda existia!). Lá estava a propaganda do SENAI, anunciando inscrições abertas para cursos técnicos. Sem pensar duas vezes, me inscrevi, mesmo sem saber direito se ia de mecânica ou eletrônica. Bom, a escolha foi fácil: meu pai, era técnico eletrônico, diga-se de passagem, dos bons e me deu aquela força (um empurrãozinho), pra seguir seus passos.

Na época, além do curso, eu já andava pelos “pequenos palcos” de qualquer barzinho de BH com uma banda autoral, cantando e, depois, tocando teclado. A música sempre esteve no sangue, assim como os fios e circuitos que eu começava a explorar. Os primeiros acordes vieram de um violão da minha tia, e o fascínio pelos equipamentos eletrônicos veio logo depois.

O curso no SENAI durou um ano e meio, e antes mesmo de terminar, consegui meu primeiro estágio em uma empresa de engenharia eletrônica. Ali, eu e o bom e velho PIC16C64 nos tornamos grandes amigos. Foi nessa época que conheci o osciloscópio digital (que na época era praticamente um item de luxo) e aprendi a lidar com o ferro de soldar. Também ganhei algumas queimaduras no processo, mas faz parte, né? (kkk).

Paralelamente, comecei a fazer pequenos reparos para colegas de banda e estúdios que frequentava. Pediam para “dar uma olhada” em amplificadores, pedais de guitarra, mesas de som… e assim eu ia aprendendo e ganhando experiência.

Depois, a vida me levou à indústria de transformação. Fiz estágio em uma metalúrgica, conheci os inversores de frequência, CLPs, e por aí vai. Logo, consegui minha tão sonhada carteira assinada e virei eletricista industrial. O tempo passou, fui técnico, mexi com instrumentação industrial, automação, e, por fim, me encontrei no departamento de planejamento e controle de manutenção. Foi aí que a gestão entrou forte no meu dia a dia.

A formação acadêmica continuou: tecnólogo em manutenção eletromecânica, MBA em gestão de projetos, especialização em engenharia de confiabilidade e, claro, o inglês (que na época eu “arranhava”, mas consegui até apresentar um trabalho pros gringos!). Fui avançando, saí da siderurgia, fui pra mineração (porque mineiro tem que honrar suas raízes, né? Kkkkk).

Em meio a tudo isso, decidi fazer engenharia. Mas, surpreendentemente, escolhi a mecânica. Pode parecer estranho, dado meu histórico com eletrônica, mas vi que mecânica iria me ajudar mais no desenvolvimento das competências que eu precisava. E acertar esse caminho foi essencial para tudo o que veio depois.

Hoje, além de profissional, sou pai, marido e empreendedor. E sabe de onde vem essa paixão por ter minha própria assistência técnica? Daquela terça-feira, 16 de janeiro de 2001, no curso de eletrônica.

Ah, essa eu nunca esqueço! Em uma das aulas de eletrônica analógica, estávamos todos com aquela típica mistura de curiosidade e nervosismo. Foi quando um colega soltou uma pergunta que, à primeira vista, parecia ingênua, mas que acabou marcando um momento épico. Ele perguntou ao professor: “Quando a gente terminar o curso, vai sair daqui sabendo consertar uma TV?”

A sala ficou em silêncio por um segundo, todo mundo meio que esperando a resposta. E o professor, com toda a paciência do mundo, lançou uma resposta que até hoje parece uma marretada no meio da testa. Sério, dói só de lembrar. Ele olhou firme e disse: “Se eu te ensinar como usar um martelo, um serrote e uma trena, e te der um pouco de madeira e pregos, você é capaz de fabricar uma cadeira?”

Nesse momento, todos ficamos calados, processando a metáfora genial. O que ele estava realmente dizendo era claro: as ferramentas são apenas o começo. Saber usá-las é fundamental, mas transformar esse conhecimento em algo prático e concreto é o verdadeiro desafio. Não basta aprender a mexer com circuitos e transistores, era preciso desenvolver a capacidade de entender os sistemas, diagnosticar problemas e, só então, saber como resolvê-los.

Essa lição foi muito além da eletrônica. Foi um ensinamento sobre como enxergar o mundo. No fundo, não se trata só de ter as ferramentas certas, mas de como você as usa para construir algo – seja uma cadeira, uma TV funcionando de novo ou, quem sabe, até uma carreira.

Hoje, essa frase ressoa em tudo que faço. Afinal, as ferramentas estão aí, mas o verdadeiro trabalho está nas nossas mãos, e a mágica acontece quando conseguimos usá-las para criar algo incrível.

Foi uma longa caminhada até aqui. Desenhei, estudei, revisei, e criei meu próprio sistema de gestão, sempre buscando mais do que o conforto da rotina. E agora, aqui estamos, prontos para mais uma aventura.

 

Vamos juntos? Afinal, o final feliz está logo ali, basta acreditar e seguir em frente!

A.L. Braga

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